Trabalho a pares
Escola Secundária da Ribeira Grande
Filosofia
Resumo do capítulo
A Filosofia inclui alguns problemas filosóficos tais como, a arte, a política, a religião, a ciência, a acção humana ou até mesmo ética. Mas há algo em comum o facto de não ser resolvido pelo método das ciências. “O que é agir livremente?”, “Será que Deus existe?”, “Qual é o valor da arte?”, estes são alguns dos problemas filosóficos.
Mas nem todos os problemas filosóficos são compreensíveis. As competências a avaliar nos diferentes tipos de teses são: identificar um problema, basta registar a sua designação filosófica habitual.
Formular um problema exige que o apresentamos com alguma clareza e rigor, a forma de o fazer é através de uma pergunta. No relacionar o problema é mostrar a maneira como interpretamos e a forma como respondemos ao problema em si.
Justificar um problema filosófico consiste em explicar/apresentar as razões para a relevância do tal problema.
Deste modo as testes são respostas aos problemas. Uma das características da Filosofia é a ausência de respostas, ou seja, a filosofia procura respostas.Nem sempre as respostas são as mais corretas porque há respostas que contraria a resposta anterior.
As teses mais importantes costumam-se a designar por “ismos”. Mas existe o teísmo é uma pessoa que acredita naquela tese, enquanto no ateísmo a pessoa não acredita na mesma tese, já no agnosticismo existe uma beneficência da dúvida, não sabe se acredita ou não.
As competências a avaliar no exame que diz respeito a teses filosóficas, na qual consiste identificarem uma tese ou reconhecer que está num certo lugar. Para reconhecer uma tese, é importante perceber o problema ou os problemas que está pode responder. É preciso ser capaz formular, com alguma clareza e rigor com as teses sob discussão, mas também saber explicar correctamente o que caracteriza concretamente cada resposta. O comparar as teses a algum problema consiste em mostrar como relaciona entre si. Uma tese pode ser mais geral do que a outra, mas não significa que não apoia a outra.
As teses são proposições ou conjunto de proposições. Uma proposição é aquilo que é expresso por uma frase declarativa que tem valor de verdade. As frases que não são declarativas, não exprimem uma proposição se além de ser declarativa, fazer sentido classificá-la como verdadeira ou falsa. Existem frases que significam coisas diferentes, ou seja, são ambíguas.
Algumas teses filosóficas consistem em proposições condicionais. Todas as proposições condicionais podem ser expressas por frases como a forma “Se P, então, Q”.
As proposições que constituem uma proposição condicional têm nomes diferentes. A forma “Se P, então, Q”, a forma “P” é antecedente e a forma “Q” é o consequente. O antecedente é a condição suficiente para a consequente. Ou seja, diz nos que basta ser verdade para que algo acontece na realidade. A consequente é uma condição necessária para a antecedente. Ou seja, diz nos que é preciso que seja verdade para que “P” é a condição necessária para “Q”. As proposições bicondicionais, podemos dizer que são condicionais, porque funcionam nos dois sentidos. Algumas teses filosóficas são bicondicionais.
Numa bicondiconal não são designadas por antecedente e consequente, de algum modo estabelece uma relação de equivalência. Entre as proposições que a constituem uma condição necessária e suficiente para outra.
As teses filosóficas consistem em proposições universais, dentro destas proposições existem as proposições universais afirmativas é: “Todos os A são B”, mas também existem as proposições universais negativas é: “Nenhum A é B”. Há também proposições particulares, pois dizem respeito apenas algumas coisas, enquanto nas proposições singulares dizem respeito a só um único indivíduo ou algum objeto determinado. As proposições universais sejam elas afirmativas ou negativas envolvem sempre as condicionais.
Na atividade filosófica, tentamos defender certas teses e contradizer, ou seja, mostrar que são falsas. Numa proposição universal, uma forma de o fazer é apresentar contraexemplos, que é um caso particular que contraria uma proposição universal.
Um conjunto de proposições é consistente, se e apenas se, possível que todas elas sejam verdadeiras. Isto é se duas ou mais proposições são consistentes, isto pode significar que não são logicamente compatíveis entre si. Um conjunto de proposições é consistente, isso não garante que algumas destas proposições sejam verdadeiras. Podemos ter um conjunto de consistência constituída apenas por proposições falsas. Um conjunto de proposições é inconsistente, então pelo menos uma das proposições é falsa.
As proposições são constituídas por conceitos. Usamos termos para exprimir os conceitos que possuí. Os conceitos são o significado dos termos.
Um termo ambíguo pode significar coisas diferentes, mas pode exprimir conceitos distintos.
A clarificação de conceitos é parte importante da atividade filosófica. As competências a avaliar no exame que dizem respeito a conceitos filosóficos são: Identificar um conceito é apenas reconhecer numa ou num texto. Num texto filosófico é importante identificar os principais conceitos.
Clarificar um conceito é dizer o seu significado, mas também podemos recorrer a caracterizações. Uma caracterização pode nos das condições necessárias e suficientes para clarificar o conceito, pode indicar algumas características importantes da atividade filosófica.
Os conceitos mantêm diversas relações lógicas entre si. Um conceito pode ser mais geral do que outro, mas não significa que este não seja apoiado pela outra tese filosófica. Relacionar conceitos é mostrar que se compreendem estas relações lógicas. É importante entender as relações de oposição entre conceitos.
Aplicar conceitos é apenas saber usá-los, se não sabermos usar um conceito isto mostrar que não compreendemos realmente.
Uma definição demasiado lata abrange mais do que devia abranger, já uma definição demasiado restrita abrange menos do que devia abranger. Estas definições são insatisfatórias, porque não elucida que pretende aquilo definir.
Enquanto numa definição explícita é errada se a expressão definidora for mais obscura do que aquilo que se pretender definir.
Os filósofos não se limitem a apresentar teses em resposta aos problemas colocados. Prepõe também argumentos para defender as teses em que acreditam, pois a filosofia consiste na compreensão e na discussão destes argumentos.
Argumentar a favor de uma tese é apresentar razões pra a aceitarmos. Justificar ou sustentar teses, apresentam-se razões. Um argumento é um conjunto de proposições em que uma delas (conclusão) é a tese defendida a partir das restantes (as premissas).
Um argumento pode ter apenas uma premissa, mas também pode ter muitas premissas. Uma proposição pode ser uma conclusão de um argumento, esta conclusão é sempre apenas uma. Podemos também designar os argumentos por “raciocínios” ou por “inferências”, pois inferir é extrair uma conclusão a partir de certas premissas e raciocinar a partir de certas premissas para chegar a uma determinada conclusão.
Se nos propõem um argumento a favor de uma tese é preciso examiná-lo criticamente. Caso o argumento não seja bom ou “sólido”, para usar o termo técnico, não justifica realmente a conclusão defendida.
Um argumento é sólido se, e apenas se, um tiver premissas verdadeiras, e dois for válido. Assim, ter apenas premissas verdadeiras e ser válido são duas condições necessárias para que um argumento seja sólido. A validade de um argumento diz respeito a relação lógica que existe entre as suas premissas e a sua conclusão.
Um argumento é válido se, e apenas se, as premissas apoiam logicamente a conclusão. Um argumento também pode ter defeitos: pode ter premissas falsas e ser inválido.
As competências que dizem respeito ao argumento filosófico são: Formular um argumento, importa sobretudo apresentar claramente a sua conclusão e as premissas que visam sustentá-la.
Defender uma tese não é mais do que apresentar razões para acreditar que ela é verdadeira. Criticar uma tese não é mais do que apresentar razões para acreditar que ela é falsa, ou pelo menos que a sua verdade permanece duvidosa.
A identificação de formas argumentativas é uma competência a desenvolver especialmente no âmbito da lógica.
Deveremos ainda ter conhecimento das seguintes competências de análise, interpretação e critica que pressupõem as competências já indicadas: analisar textos filosóficos, avaliar criticamente teorias filosóficas e redigir composições filosóficas.
Na análise de um texto, há que elucidar o argumento ou os argumentos que este inclui. Quando se analisa textos argumentativos, importa explicitar premissas.
Avaliar uma teoria filosoficamente consiste, sobretudo, em apresentar razões para crer que esta é verdadeira ou que esta é falsa. Avaliar uma teoria implica, assim, tomar posição acerca do seu valor de verdade.
Redigir uma composição filosófica é elaborar um texto no qual através de argumentos, se defende uma tese em resposta a um certo problema.
Ana Rita Ferreira nº2
Diana Benevides nº 7
11ºF