Competências relativa a problemas

 

  As competências a avaliar nos diferentes tipos de teses são:

 

  • Identificar problema filosófico;
  • Formular problemas filosóficos;
  • Relacionar problemas filosóficos entre si e com os outros problemas;
  • Justificar relevância de um problema filosófico.

 

 

    Para identificar um problema, basta apontar a sua designação filosófica habitual.

    Formular um problema, pelo contrário, exige que o apresentamos com clareza e rigor. A forma mais natural de o fazer é através de uma pergunta mas isso não quer dizer que seja obrigatório. Tomemos como exemplo o chamada "problema do mal". Quando se afirma por exemplo, "este texto é sobre o problema do mal", estamos a identifica-lo num determinado texto. Para o formular, poderíamos apresentá-lo de uma destas formas:

 

    x Se o poder de Deus não tem limites e Ele é sumamente bom, porque razão existe tanto mal no mundo.

 

    O problema do mal é uma questão de saber se, num mundo que há tanto mal, pode existir um ser ominipotente e sumamente bom.

 

    Relacionar problemas é mostrar de que modo a forma como respondemos a um tem implicações para a resposta do outro. Consideramos esta posição sobre o bem e o mal.

    Se for verdade que a liberdade (ou livro arbítrio) dos seres humanos implica a possibilidade de praticar o mal então muito do mal que existe no mundo é uma consequência inevitável da nossa capacidade de agir livremente. Por isso, esse mal não é responsabilidade de Deus. Esta é uma maneira de relacionar o problema do mal com o chamado problema do livro arbítrio. Quando relaciona um problema, não basta dizer que estão relacionados. O desafio é mostrar como estão relacionados.

    Justificar a uma relevância de um problema filosófico consiste em apresentar razões que o tomem digno de atenção. Estas são duas formas de justificar a relevância do problema do mal:

 

  1. O problema do mal é relevante porque se não conseguiremos resolve-lo, ficaremos com boas razões para acreditar que Deus não existe.
  2. O problema do mal não tem importância na medida que nos leva a pensar na origem do mal e procurar razões que o justifiquem.